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Publicado em: 24/10/2013

Hip hop na ponta dos pés com o grupo Dançando para Não Dançar

 Luciana Lopes

 
    Dançando para não Dançar: formação clássica e 
  batida do hip hop se unem em coreografias ousadas  
  
Um grupo de dança numa feira de projetos científicos e tecnológicos? Pois a apresentação da companhia Dançando para Não Dançar, durante a realização da III Feira FAPERJ de Ciência, Tecnologia e Inovação, foi o exemplo vivo de que a Fundação também apoia projetos em artes. E quando o grupo entrou em cena, a surpresa: coreografias que misturam passos de formação clássica à batida forte do hip hop ou a canções que eternizadas pela MPB.  Bem ao gosto dos bailarinos, moradores de 17 comunidades de baixa renda onde a companhia atua. O público que foi conhecer os projetos em exibição no Centro Cultural de Ação da Cidadania, na Saúde, onde a feira se realiza, gostou bastante do que viu.

No primeiro dia de apresentação, uma das coreografias fazia uma homenagem aos 100 anos do compositor Mário Lago, dançando um pas de deux inspirado na canção Nada Além.  Em seguida, alguns clássicos, como variações de O Corsário e da Bela Adormecida. No segundo dia, uma união um tanto mais radical: em passos de formação clássica, sete bailarinos dançam músicas do rapper MV Bill, com arranjos do maestro Leandro Braga.  A mesma coreografia foi apresentada em junho de 2013, na Ladeira dos Guararapes, para marcar a o início da atuação do grupo na comunidade do Cerro Corá, no Cosme Velho, Zona Sul carioca.

O grupo foi criado em 1995, pela bailarina Thereza Christina Aguilar, como forma de atrair jovens de baixa renda e órfãos para a dança. Ao longo de todos esses anos, o Dançando Para Não Dançar, que tem como padrinhos a bailarina Ana Botafogo e o cineasta Walter Salles, foi ampliando sua atuação. A sede da companhia, no Centro da cidade, foi reformada com apoio da FAPERJ. “Hoje, temos 1.500 alunos. Mas o nosso trabalho vai bem além de apenas ensinar dança a jovens. Fazemos trabalho corporal com crianças de creche e educação infantil da rede pública, procurando oferecer-lhes suporte socioeducativo, assim como a integração social de menores que vivem em situação de risco”, explica Thereza, coordenadora do grupo.

    Imagem Carioca / Marcos AC
    
O reconhecimento pelo trabalho da companhia, coordenada
por Thereza Aguilar, já rendeu estágio para alunos no exterior 
  

Nesse meio tempo, o grupo conseguiu reconhecimento, tanto no Rio de Janeiro quanto no Brasil e até no exterior. Isso se refletiu no encaminhamento de alunos que se destacaram a estágios no exterior, em convênios firmados com uma das principais escolas de balé alemãs, a StaatilicheBalletschule Berlin, e com o Balé Nacional de Cuba. Hoje, 14 alunos do grupo já passaram por essa experiência. Como consequência de tudo isso, cresceram os pedidos de implantação do projeto em diversas comunidades.  

A bem-sucedida união de clássico e popular foi ideia da coordenadora da companhia, ao perceber que o repertório clássico andava despertando cada vez menor interesse entre os alunos, em sua grande maioria, adolescentes. “Ao perceber como eles são atraídos pelo hip hop e  pela funk , resolvemos bolar novas coreografias, como  Favela, mesclando a dança clássica a essas batidas. Isso trouxe um novo interesse aos alunos”, fala Thereza.  Incansável, ela já está pensando em novidades para breve. “Vamos fazer alguma coisa na área de meio ambiente.”  Novas surpresas  virão.

 

                                                                                                                                                              

 

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