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Publicado em: 05/09/2013

Fundação participa da XVI Bienal do Livro

Elena Mandarim

Caio Meira 

      
      No espaço da FAPERJ são apresentados, principalmente,
          livros, CDs e DVDs editados com apoio do APQ
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Até o próximo domingo, 8 de setembro, estará em curso um dos maiores encontros literários do País, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que este ano está em sua 16 edição. Além de trazer um número recorde de autores estrangeiros, 28 ao todo, o evento – que mais uma vez acontece no Riocentro, Zona Oeste do Rio – traz como tema a Alemanha e algumas novidades, como espaço para debates sobre literatura e futebol e a inauguração de um salão de negócios voltado para profissionais do mercado. A FAPERJ não ficou de fora e se faz presente ao lado da Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EdUerj), no espaço da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu). De acordo com coordenadora do programa de Auxílio à Editoração (APQ 3), da FAPERJ, Mônica Savedra, uma equipe da Fundação se reveza para atender o grande público visitante. "Nossos funcionários estão apresentando livros, CDs e DVDs editados com nosso apoio, explicando e tirando dúvidas sobre as várias modalidades de bolsa, programas, editais e fomentos à pesquisa." 

Como destaca a coordenadora, a grande novidade na participação da Fundação deste ano foi a "Conversa com o autor": quatro autores de livros editados com apoio do programa foram convidados para o espaço da FAPERJ para conversar com seus leitores e, principalmente, para divulgar seu trabalho diretamente junto ao público. "A ideia agora é repetir e ampliar a iniciativa durante a realização da 3 Feira FAPERJ de Ciência, Tecnologia e Inovação, que está prevista para acontecer entre 10 e 12 de outubro. Na ocasião, teremos até um espaço para a exibição de vídeos", adianta Mônica.

Para a coordenadora, a presença da FAPERJ na Bienal tem sido importante para divulgar a importância do programa APQ 3, que ganhou maior visibilidade entre os visitantes. "Muitos tomaram conhecimento de obras específicas, de diferentes especialistas, em diferentes áreas e instituições, e perceberam que, pelo catálogo do APQ 3, podiam procurar livros que dificilmente seriam encontrados no mercado editorial, por não serem considerados de interesse comercial. Isso atraiu principalmente os estudantes – tanto do ensino médio, da graduação e da pós-graduação – e até mesmo entre professores." Como observou Mônica, um dos livros que mais chamou a atenção desse público foi Química Hoje, organizado por Angelo da Cunha Pinto e Alicia Ivanissevich, assim como Envelhecimento e Representações Sociais, organizado por Luiz Fernando Rangel Tura e Antonia Oliveira Silva, além de diversos títulos sobre história e educação.

Lécio Augusto Ramos
             
        No espaço destinado à FAPERJ, o público pode conhecer   
            e tirar dúvidas sobre as modalidades de fomento         
Durante a Bienal, a FAPERJ também aproveitou a oportunidade para expor os números mais recentes de sua publicação trimestral, a revista Rio Pesquisa, voltada para divulgação científica de projetos desenvolvidos com apoio dos diversos programas de fomento da Fundação. "A receptividade do público foi excelente. Logo no primeiro final de semana, os exemplares da revista disponibilizados esgotaram rapidamente e muitos estudantes, tanto do ensino médio quanto mestrandos e doutorandos, se mostraram interessados em se inscrever no site da Fundação para receber as próximas edições", conta a coordenadora. Ela destacou ainda que outro modo de promover a divulgação científica dos projetos apoiados é pelo boletim eletrônico, enviado semanalmente a seus assinantes, há nove anos.

Para Mônica, outro ponto importante foi que a EdUerj aproveitou a ocasião para fazer um relançamento de 18 livros publicados com recursos da FAPERJ em 2012 e 2013. Entre eles, Nelson Rodrigues: persona, de Maria Cristina Batalha, que investiga os traços mais importantes do universo rodrigueano; Estudos ambientais em regiões metropolitanas: São Gonçalo, organizado por Marcelo Guerra Santos, que traz os resultados do I Simpósio Ambiental do Leste Metropolitano do Rio de Janeiro; Direitos Humanos e suas interfaces nas políticas sociais, organizado por Maria Cristina Leal e Silene de Moraes Freire, que mostra diversas discussões sobre a temática dos direitos humanos e políticas sociais na América Latina; e ainda Ética e pesquisa com populações vulneráveis, organizado por Stella Taquette – assessora da presidência da FAPERJ – e Célia Pereira Caldas, fomentando a discussão sobre os atuais limites éticos para quem lida com populações vulneráveis.

 

Conversa com autores

Nada melhor para conhecer uma obra literária do que poder trocar ideias com o autor. Com essa proposta, a FAPERJ organizou "Conversa com autores", no sábado, 31 de agosto, e na terça-feira, 3 de setembro. Para o professor William Soares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que apresentou o livro A entrevista na pesquisa qualitativa, voltado para profissionais e pesquisadores, "seu grande diferencial é mostrar formas de trabalhar com a entrevista em diversas áreas do conhecimento e não apenas nas áreas de humanas, como linguística e jornalismo". "A Conversa com autores, durante a Bienal, foi também uma excelente oportunidade para a troca de ideias com pesquisadores de outros estados e de diferentes áreas do conhecimento", relata Soares.

 Lécio Augusto Ramos

             
         Para William Soares, a "Conversa com autores" também permitiu a
      troca de ideias com pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento
Outro autor convidado, o professor Marcelo Serpa, também da UFRJ, discute em seu livro Eleições espetaculares – Como Hugo Chávez conquistou a Venezuela, os resultados de sua tese de doutorado. Nele, Serpa fez uma ampla análise dos discursos políticos na América Latina, com ênfase no estudo de caso da Venezuela. "Minha principal conclusão é que há um fenômeno de desinteresse popular geral pelos temas políticos, o que explica em parte a espetacularização e a despolitização dos discursos eleitorais. Um exemplo disso foi o palhaço Tiririca, que se elegeu com o slogan ‘Você sabe o que um deputado faz? Não, nem eu! Vota em mim, que depois eu te conto!’, recebendo expressiva votação", explica Serpa.

Já na terça-feira, 3 de setembro, foi a vez de Amilcar Araujo Pereira, da UFRJ, conversar com público sobre O mundo negro – relações raciais e constituição do movimento negro no Brasil, que também reúne resultados da sua tese de doutorado. Para Amilcar, o evento na Bienal foi interessante para promover seu livro diretamente com o público. "Tive a oportunidade de conversar com os presentes sobre como a minha pesquisa foi desenvolvida, parte no Brasil e parte nos Estados Unidos. Esse intercâmbio, inclusive, foi bastante importante para algumas das principais conclusões do estudo. Pela análise de várias reportagens do acervo jornalístico norte-americano, por exemplo, foi possível entender que a Frente Negra Brasileira, uma organização criada em São Paulo, em 1931, exerceu influência sobre negros norte-americanos, ainda na década de 1930", explica o pesquisador. E o inverso também ocorreu, uma vez que a luta pelos direitos civis dos negros americanos, dos anos 1960 e 1970, também influenciou a criação de grupos do movimento negro brasileiro.  

Para fechar o evento, foi convidada a professora Denise Barata, da Uerj. Em seu livro, Samba e partido-alto – curimbas do Rio de Janeiro, a autora busca preencher uma lacuna sobre o que se conhece sobre música negra, especialmente no Rio de Janeiro. "Na história cultural fluminense, samba e partido alto evocam a paisagem sonora africana, por muitos considerada sem lógica e sem arte, por nunca ter sido vista como música que tenha recebido influência europeia. Por isso continua sendo encarada de forma folclorizada, como algo sem qualidade", afirma Denise. Ela acrescenta: "Trata-se de um estudo sobre os cantos e as vozes do Rio de Janeiro, vozes que não se deixaram aprisionar. E também sobre curimba, que tanto quer dizer cantar, cantar para os ancestrais, quanto a própria música." E também compara: "Enquanto em Salvador, a manutenção das práticas africanas se deu pelas conversas com os orixás do candomblé, no Rio de Janeiro, as formas analógicas fizeram essa ancestralidade se manifestar nos territórios sagrados do samba. Por isso, considero samba e partido-alto as curimbas do Rio de Janeiro."  

Caio Meira
         

Para Amílcar Pereira, o evento na Bienal foi uma oportunidade
      para divulgar seu livro diretamente com o público

Por tudo isso, a coordenadora Mônica Savedra considera que a participação da Fundação na Bienal do Livro foi um sucesso. "Este ano, houve significativo crescimento nas visitas ao espaço da FAPERJ. O público interessado em pesquisa e divulgação científica e tecnológica chegava a anotar indicações de autores e obras, interessando-se em obter o catálogo das publicações financiadas pelo APQ3. Muitos, inclusive, já chegavam procurando livros sobre determinadas áreas e temáticas, que segundo seus depoimentos os ajudariam na elaboração de trabalhos de monografia de conclusão de curso, dissertações e teses. Alguns autores também fizeram questão de ser fotografados junto a seus livros, procurando divulgar ao máximo seu trabalho", conclui Mônica.

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