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Publicado em: 18/07/2013

Projeto leva tecnologia de ponta para o tatame

Danielle Kiffer


 Fotos: Divulgação/INT

   
    Uma demonstração de como funciona o scanner 3D do INT: a pessoa é
     "transportada" para o mundo virtual, com suas medidas físicas preservadas

Lutas de combate já viraram paixão nacional e atletas brasileiros têm conquistado grande destaque em diversas modalidades desse esporte, inclusive em competições de abrangência mundial. Tendo em vista o grande potencial brasileiro, o Laboratório de Ergonomia da Divisão de Desenho Industrial do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), se uniu à empresa Ergon Projetos para aliar a tecnologia de ponta ao esporte. O projeto, que recebeu subsídios do edital de Apoio ao Desenvolvimento de Inovações no Esporte, da FAPERJ, pretende criar uma plataforma digital 3D, que, tal como uma espécie de game, reproduz em três dimensões o corpo humano e todos os movimentos dos lutadores durante o treinamento. O primeiro esporte de combate a ser estudado será o jiu-jitsu.

Com a nova ferramenta, os atletas poderão visualizar e avaliar na tela os golpes executados e procurar melhorar seu desempenho. "Eles poderão observar as variáveis biomecânicas cinemáticas de cada movimento, como ângulos e deslocamentos angulares, velocidade, acelerações de cada golpe estudado, e essa análise permitirá traçar um perfil de movimento de cada atleta", fala Maria Cristina Zamberlan, coordenadora do laboratório do INT. E acrescenta: “Com esta plataforma, as lutas de combate no Brasil podem ganhar um upgrade. A tecnologia reproduzirá na tela cada movimento feito pelo atleta, permitindo uma observação mais detalhada e possibilitando visualizar os erros que os lutadores estejam cometendo sem perceber.” 

 
   
 Luanna Alzuguir com a roupa munida de 
 sensores que captam movimentos da atleta    

Para isso, o projeto está sendo desenvolvido em etapas. A primeira consistirá no escaneamento em 3D dos esportistas selecionados. No laboratório de ergonomia do INT, o scanner capta para um software todas as características físicas dos atletas, transportando uma cópia para o mundo virtual. Usando roupa especial, dotada de 18 pontos anatômicos de medição, ou sensores, os atletas simulam os movimentos de luta – tanto sozinhos como em dupla. Com isso, todos os movimentos são captados e transferidos para o software e poderão ser visualizados na imagem em 3D do lutador na tela do computador. “Graças ao equipamento de última geração que acabamos de adquirir, até os mínimos movimentos das mãos e dos dedos poderão ser visualizados”, acrescenta Venétia Santos, diretora da Ergon Projetos. Os movimentos capturados e os modelos humanos digitalizados em 3D serão incorporados a uma plataforma virtual de game, onde serão implementadas as simulações virtuais de cada movimento. “A partir daí, poderemos realizar análises biomecânicas e identificar informações e dados que futuramente possam ajudar nos treinamentos”, conta Glória Lopez Cid, pesquisadora do INT, graduada em Educação Física e especialista em Ciências da Saúde e Educação, com ênfase em Saúde no Trabalho.

Pentacampeã mundial de jiu-jitsu, Luanna Alzuguir vem atuando como consultora do projeto. Seu corpo já foi escaneado e ela pôde ver seus movimentos e sua imagem em 3D na tela. "Acredito que o projeto será um facilitador para o desenvolvimento e aprimoramento do esporte. Muitas vezes treinamos da forma que acreditamos ser correta, mas não temos nada fundamentado. Essa nova tecnologia nos permite uma visão muito melhor dos movimentos que realmente estamos fazendo para que possamos direcionar o treino de forma mais específica. Acho que tudo isso vai fazer com que a performance física dos atletas melhore muito mais rapidamente”, afirma a esportista.

Do mesmo modo como Luanna, outros 25 atletas de ponta do jiu-jitsu – 10 mulheres e 15 homens – serão avaliados, monitorados e escaneados. “Pretendemos criar protocolos de medida e padronização em movimentos básicos de cada esporte, considerando-se as medidas de cada esportista, para criarmos um perfil de movimento dos atletas”, explica Carla Patrícia Guimarães, que trabalha no laboratório do INT e é formada em Educação Física com especialização em Biomecânica, com mestrado em Biomecânica e doutorado em engenharia de produção. “Com a plataforma, esses atletas também poderão servir de modelo para futuros treinamentos de desportistas amadores”, completa.

Com base no projeto, as pesquisadoras e a empresária também pretendem desenvolver material didático para divulgar as informações coletadas entre treinadores, atletas e preparadores físicos. Com as imagens escaneadas dos atletas de ponta desenvolvendo diversos movimentos básicos, elas também criarão um livro digital. “No laboratório de ergonomia no INT, pretendemos criar um centro do atleta, para que a nossa tecnologia contribua para o desenvolvimento de diversos esportes brasileiros”, aposta Flávia Pastura, designer e pesquisadora do INT. O grupo tem expectativas de estabelecer parcerias comerciais e difundir o software em benefício dos esportes.

 

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