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Publicado em: 20/06/2013

Vídeo-aulas para um Rio sem dengue

Danielle Kiffer

 

 Fotos: Divulgação/Fiocruz

    

   Os vídeos ensinam sobre os hábitos revelam
curiosidades sobre o 
Aedes aegypti

Você sabia que bastam apenas dez minutos de contato com a água para que os ovos do Aedes aegypti eclodam, dando origem às larvas, mesmo que tenham sido colocados até um ano atrás? E que o mosquito da dengue leva de sete a dez dias para passar de ovo à fase adulta? E, por acaso, imaginava que o mosquito, originário do Egito, vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropicais do planeta desde o século XVI? Estas e outras informações estão nas vídeo-aulas Aedes aegypti – Introdução aos aspectos científicos do vetor, desenvolvidas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz), e disponibilizadas gratuitamente em seu site (www.ioc.fiocruz.br/auladengue) com um claro objetivo: informação é uma forma de contribuir no combate a esse pequeno mosquito que tem se mostrado capaz de causar grandes epidemias.

Idealizadas pela pesquisadora da instituição, a Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, Denise Valle, as vídeo-aulas mostram, de forma simples e objetiva, informações sobre as características oportunistas do mosquito, as diferenças entre o A. aegypti e o pernilongo doméstico, revelando seus hábitos, e principalmente trazendo orientação sobre o combate a seus focos. Tudo é voltado para públicos diversos, como professores, estudantes e profissionais de comunicação, para formar multiplicadores de conhecimento e colaborar com a prevenção. Valle acredita que prevenção é a palavra-chave para a eliminação ou, pelo menos, para uma considerável diminuição dos quadros da doença. "A informação, nesse caso, atua como uma poderosa forma de combater o inseto, especialmente se levarmos em conta que 80% dos criadouros do mosquito estão nas casas das pessoas. Assim fica fácil perceber que é praticamente impossível creditar ao poder público a responsabilidade exclusiva pelo controle da dengue."

As vídeo-aulas são disponibilizadas em dez módulos temáticos, que podem ser assistidos separadamente. Cada vídeo tem duração de dois a 15 minutos. Em cada um dos módulos, abordam-se diferentes aspectos: O Aedes e sua história; A biologia do Aedes; Criadouros e hábitos; Aedes x Culex; Armadilhas: Vigilância ou Controle?; Estratégias de controle do vetor; Mitos e verdades sobre dengue; Campanha 10 minutos contra a dengue; Mosquito x vírus; e Novas alternativas de controle do vetor. Cada um deles conta com especialistas no assunto, explicando e informando sobre as características do Aedes.

 
     
 Denise Valle acredita que a informação pode ser uma das
 mais eficientes formas de combater o mosquito da dengue


O biólogo Gabriel Sylvestre, por exemplo, conta duas curiosidades no módulo 2: só a fêmea do mosquito se alimenta de sangue e, ao se alimentar, pode sugar até duas vezes seu peso em sangue. Falando sobre criadouros e hábitos, no módulo 3, o especialista Ademir Martins e a pesquisadora Gabriela Azambuja Garcia, mestre em Biologia Parasitária, falam como intervenções práticas nas casas, como o correto caimento de água em um ralo ou o uso de tela para evitar focos de mosquito nas canaletas contribuem para evitar que os ambientes domésticos virem criadouros do mosquito. O módulo traz ainda informações sobre o voo, dispersão e locais preferenciais de repouso do mosquito. No módulo 4, com o pesquisador José Bento Pereira Lima, ficamos sabendo sobre sua coloração, criadouros e postura de ovos. E também que o mosquito da dengue é diurno, uma de suas principais diferenças do pernilongo comum, embora por seu caráter oportunista possa aproveitar-se de alguma situação favorável para alimentar-se à noite. No módulo 7, o pesquisador Ademir Martins destaca mitos e verdades sobre o mosquito, alertando sobre o perigo de fórmulas que circulam na Internet, garantindo repelir o mosquito, ou a preocupação excessiva com repelentes. Ele lembra que repelente é proteção individual e não elimina a necessidade de outras medidas, como evitar a formação de focos. E o módulo 10 traz as mais recentes alternativas de combate à doença, como desenvolvimento de vacinas, de novos inseticidas e de alternativas inovadoras, com os pesquisadores Luciano Moreira, da Fiocruz de Minas, e Sócrates Cavalcanti, da Universidade Federal de Sergipe.

A iniciativa, que tem apoio da Rede Dengue (Pronex), uma parceria da FAPERJ e de outras Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), está sendo divulgada entre as Secretarias de Educação dos estados onde atualmente há maior ocorrência de casos de dengue, como Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Amazonas, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal. "Estamos disponibilizando material on-line e enviando cartazes para escolas, que são um dos focos centrais do nosso projeto. Queremos que os professores sejam estimulados a usar o material das vídeo-aulas em sala de aula, tornando os alunos verdadeiros multiplicadores de conhecimento na prevenção da doença", planeja a pesquisadora.

 

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