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Publicado em: 23/05/2013

Ruy Garcia Marques é o novo membro da Academia Nacional de Medicina

 Fotos: Ivanoé Gomes

   
          Como parte da cerimônia, Ruy Garcia Marques
      recebe seu diploma do acadêmico Carlos Mandarim
 
O presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, tomou posse como membro da Academia Nacional de Medicina (ANM) nesta terça-feira, 21 de maio, em solenidade realizada no Instituto Militar de Engenharia (IME). Ao receber o maior reconhecimento acadêmico que um médico pode conquistar em sua trajetória profissional, ele passa a ocupar a cadeira 96 da Secção de Ciências Aplicadas à Medicina, sendo o 654 membro da ANM, que tem 184 anos de existência.

O presidente da ANM, Marcos Moraes, abriu a cerimônia, saudando o novo componente da instituição. A seu lado, fizeram parte da mesa principal o comandante do IME, general de divisão Rodrigo Balloussier Ratón; o diretor do Hospital Naval Marcílio Dias, contra-almirante Paulo Cesar de Almeida Rodrigues, representando o comandante da Marinha, almirante de esquadra Júlio Moura Neto; o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães; o vice-reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Paulo Volpato Dias; o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann; a acadêmica, secretária geral da ANM e presidente do Conselho Superior da FAPERJ, Eliete Bouskela; e o acadêmico e ex-presidente da ANM, Sérgio D’Ávila Aguinaga.

Em seguida, de acordo com as tradições da academia, Ruy Marques, o novel acadêmico, foi encaminhado ao salão por uma comitiva de honra, composta pelos acadêmicos Cláudio Tadeu Daniel Ribeiro, Deolindo de Souza Gomes Couto, Eliete Bouskela, Hiram Silveira Lucas, Jerson Lima da Silva, Samir Rasslan, Sérgio D’Ávila Aguinaga e Wanderley de Souza. Após proferir o juramento e receber seu diploma das mãos do acadêmico Carlos Mandarim de Lacerda, Ruy Marques foi saudado pelo colega da Uerj e Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, Francisco Sampaio. Além de ressaltar a bela história de vida e profissional do novo acadêmico, Sampaio apontou sua gestão na FAPERJ, destacando o repasse de 2% da arrecadação tributária líquida pelo governo do estado, o que embora já estivesse na Constituição estadual só foi cumprido pelo governador Sérgio Cabral, e a grande quantidade de editais e programas oferecidos pela Fundação, “que tanto têm contribuído para o desenvolvimento e progresso da pesquisa científica no Rio de Janeiro”.

 
      
    Ruy Garcia Marques faz seu discurso de posse
  já como membro da Academia Nacional de Medicina 
 

“Nos últimos seis anos, a FAPERJ teve uma execução orçamentária de R$ 1,7 bilhão, uma cifra inimaginável até então; entre auxílios e bolsas de diversos tipos, foram apoiados mais de 56 mil processos nesse período”, afirmou Sampaio. O médico acadêmico também teceu elogios ao empossado: “À frente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques tem se caracterizado pela imparcialidade, bom senso e ponderação, sendo considerado quase uma unanimidade de boa administração pelos pesquisadores que se relacionam com a instituição.”

Em seguida, foi a vez de Ruy Marques proferir seu discurso de posse. Em suas palavras, ele agradeceu aos presentes e à Uerj, sua instituição de formação, onde trabalha até hoje. “A Uerj é berço de importantes movimentos e contribuições sociais que passam pela política de cotas para acesso ao ensino superior, ao atendimento a drogatícios, assistência médica, além da qualidade na formação de recursos humanos nos diversos níveis de ensino. Muitas personalidades, em todos os segmentos sociais, passaram por nossa instituição, prova de sua indiscutível qualidade e do empenho de seus servidores, técnicos e docentes, que com seu trabalho cotidiano cumprem a missão que a sociedade lhes confiou.”

Ruy Marques também agradeceu a presença de seus familiares, homenageando seus tios, Ruy Pimentel Marques e Walter Garcia Borges, ambos médicos com os quais o novo acadêmico muito aprendeu sobre sua profissão. O novel acadêmico homenageou ainda sua mãe e, em um momento de grande comoção, o seu já falecido pai. Estiveram presentes, além de sua mãe (Leda), sua mulher (Suellen) seus três filhos (Ruy Junior, Roberta e Lucas), seus irmãos e cunhados e primos, entre eles Maria Silvia Bastos Marques, presidente da Empresa Olímpica Municipal. Estendeu seus agradecimentos a todos os acadêmicos, pesquisadores e autoridades presentes e reafirmou sua felicidade e comprometimento com a grande responsabilidade que é ser membro de uma instituição secular e tão importante para a medicina do Brasil, como a Academia Nacional de Medicina.

A cerimônia contou com grande número de representantes da comunidade científica e tecnológica e de autoridades, como o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, acompanhado dos subsecretários Alexandre Vieira e Augusto Raupp; secretário municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Franklin Dias Martins; ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral; reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Silvério de Paiva Freitas; reitor da Uezo, Alex Sirqueira; reitor da PUC-Rio, Padre Josafá Siqueira; reitor da UFF, Roberto Salles; reitor da UniRio, Luiz Pedro San Gil Jutuca; presidente da Fenorte, Almy Júnior; pró-reitores e sub-reitores de muitas instituições científicas e tecnológicas; e do presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana (terra natal do novel acadêmico), Luciano de Souza Nunes.  Dentre muitos pesquisadores de outros estados presentes para homenagear o novo acadêmico, estavam a professora titular de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Lydia Masako Ferreira, e o professor titular de Cirurgia Geral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Andy Petroianu, que foi orientador do doutorado de Ruy Marques. Também estavam presentes os demais membros da diretoria da Fundação (além de Jerson Lima, diretor científico e também acadêmico, estavam os diretores de tecnologia, Rex Nazaré Alves, e de administração e finanças, Cláudio Fernando Mahler) , muitos  assessores científicos e tecnológicos (Vitor Ferreira, Caio Ribeiro Meira, Vania Paschoalin, Mônica Savedra, Luiz Caloba, Luiz Alberto Mota de Alencar, Sergio Gavazza, Ronald da Silva, Luiz Antonio e Carlos Ferreira Lima) e os assessores diretamente ligados à presidência (Egberto Gaspar de Moura, José Firmino Nogueira Neto e Stella Regina Taquette). 

 
    
  Em seu discurso de boas-vindas, o acadêmico Francisco Sampaio
  falou sobre a trajetória de Ruy Marques e sua atuação na FAPERJ    

Ruy Garcia Marques é graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas - UERJ (1973-1978). Residência médica em Cirurgia Geral no Hospital Universitário Pedro Ernesto - FCM - Uerj (1979-1981); título de especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões; mestrado em Cirurgia Gastroenterológica pela Universidade Federal Fluminense (1992); doutorado em Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001); pós-doutorado na Medical University of South Carolina, em Charleston, Estados Unidos, no Serviço de Transplante de “rgãos, com ênfase no transplante de pâncreas e de ilhotas pancreáticas (2002-2003). Atualmente, é professor associado do Departamento de Cirurgia Geral da Faculdade de Ciências Médicas - UERJ, Coordenador da Disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental - FCM - Uerj, coordenador adjunto do programa de pós-graduação em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas - PG-Fisiocirurgia - FCM - Uerj; presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ); membro da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa em Cirurgia (Sobradpec); membro titular da Associação Americana de Cirurgiões de Transplante (ASTS), consultor e parecerista ad-hoc da Capes, do CNPq e da FAPERJ; membro do Conselho de Revisores da Revista Acta Cirúrgica Brasileira e da Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; membro do Comitê de Avaliação de Programas de Pós-Graduação - Medicina III - Capes; membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM) e da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Acamerj). Atua na área de Medicina, com ênfase em Cirurgia Geral / Técnica Operatória e Cirurgia Experimental. Linhas de Pesquisa: baço e sepse; nutrição experimental em Cirurgia; cicatrização e matriz extracelular; diabetes mellitus e transplante de pâncreas e de ilhotas pancreáticas; tumores no sistema digestório. É bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq nível 2.


Sobre a Academia Nacional de Medicina           

No Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do Século XIX, o Hospital da Santa Casa de Misericórdia congregava a elite médica que se reunia em suas enfermarias para trocar ideias e experiências. Joaquim Cândido Soares de Meirelles e José Martins da Cruz faziam parte deste grupo. Pela experiência adquirida em Paris, onde frequentaram diversas sessões da Academia Francesa de Medicina, criada em 1820, idealizaram a criação de uma associação médica com a finalidade de promover reuniões para aperfeiçoar o conhecimento dos médicos, sobretudo em questões concernentes à saúde pública.

 
 
     Na mesa da cerimônia, além do secretário municipal de Saúde, membros da            
       ANM, do IME e de diversas instituições, como ABC, Capes, Marinha e Uerj
Em 30 de junho de 1829, instala-se a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, com 17 membros fundadores e natos, sob a presidência de um de seus idealizadores, Joaquim Cândido Soares de Meirelles, com a previsão estatutária de 25 membros titulares e de membros honorários e correspondentes. A sociedade foi instalada na residência de Soares de Meirelles, à Rua da Cadeia (atual Rua da Assembleia), número 161.

Em 15 de janeiro de 1830, um decreto imperial reconheceu a sociedade e aprovou seu estatuto que estabeleceu os objetivos filantrópicos e a finalidade de melhorar o exercício da medicina e de colaborar com o governo nas questões de saúde. Em 24 de abril de 1830, realizou-se a sua primeira sessão solene oficial, que contou com a presença do imperador D. Pedro I, que compareceria também a outras sessões da associação. À época, tramitava lentamente na Câmara um projeto de Reforma do Ensino Médico, o que foi criticado por Soares Meirelles, com o apoio da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro. A referida reforma foi apressada e, em 3 de outubro de 1832, foi homologada pelo regente, em nome do imperador, já o menino D. Pedro II, transformando as duas escolas de medicina existentes nas Faculdades de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, e fixando em seis anos a duração do curso médico.

Em 28 de fevereiro de 1835, são criadas as insígnias da Academia: medalha dourada pendente de colar, na qual se inscreve a efígie do busto de Hipócrates, Pai da Medicina. Ao seu redor, o título da academia, e em seu verso a data do decreto que criou a insígnia.

Em 30 de junho de 1835, por proposição de Soares Meirelles, o governo imperial converte a sociedade em Academia Imperial de Medicina, com objetivos e finalidades similares aos de sua criação, realizando-se sessão solene, em 21 de dezembro de 1835, em uma sala do Paço Imperial, com a presença do imperador-menino D. Pedro II, acompanhado do regente Francisco de Lima e Silva.

Com a maioridade do imperador D. Pedro II, ele se tornou o maior patrono da casa e, até 1889, frequentou muitas de suas sessões e presidiu as solenidades de seu aniversário. Com o advento da República, a partir do decreto número 9 do Governo Provisório, em 21 de novembro de 1889, a academia passou a receber a denominação de Academia Nacional de Medicina. Pelo discurso do seu presidente, Miguel de Oliveira Couto, por ocasião da comemoração do seu centenário, em 1929, ficou claro o papel atribuído à Academia Nacional de Medicina no período:

"Certamente, uma sociedade sábia não é um foco de produção, um centro de pesquisas, mas é o seu reflexo, o seu espelho, a sua testemunha e, até certo ponto, pela livre controvérsia, o seu controle. A nossa centenária cumpriu fielmente esta sua função social e quem reler as suas atas e os seus anais verá passar todo um suceder de estudos e investigações, de acertos abatidos, de erros, ao contrário (...) que voltaram a ser acertos, de grandes e pequenas descobertas, de debates e conquistas, de tudo, enfim, que assinala o percurso da Medicina neste longo trato de tempo."

A falta de uma sede própria e as frequentes mudanças marcaram a trajetória da instituição. Somente em 6 de novembro de 1958, sob a presidência do acadêmico Deolindo Couto, a partir de obra realizada por seu antecessor, acadêmico Álvaro Cumplido de Sant’Anna, a academia instala-se na sua atual sede, hoje em fase de finalização de sua recuperação estrutural. A sessão solene de sua inauguração contou com a presença do presidente Juscelino Kubitscheck.

 
 
        Eliete Bouskela recepciona o novo acadêmico 
Ao longo dos seus 184 anos de existência, a academia vem realizando reuniões semanais com seus membros para discussão de temas médicos e de interesse nacional, promovendo encontros científicos nacionais e internacionais, bem como cursos de extensão e atualização, e vem servindo de órgão de consulta do governo sobre questões de saúde e de educação médica.

Constitui-se de 100 membros titulares, número variável de membros eméritos, que são membros titulares que optam pela passagem a emérito após 25 anos de empossados, todos brasileiros. Médicos nacionais e estrangeiros são eleitos para as categorias de membros honorários e correspondentes. Desde a sua criação, existiram 653 membros titulares, sendo Ruy Marques empossado como o acadêmico número 654.

Muitas foram as denominações das diversas secções da Academia Nacional de Medicina. Nos primeiros anos, ela era dividida nas secções de Medicina, Cirurgia e Farmácia. Em 1895, passou a ter cinco secções: Medicina, Cirurgia, Terapêutica, Higiene e Medicina Legal, e Farmácia. Em 1898, incorporou mais uma secção, a de Medicina Pública.

Fundamentada nos estatutos de 1902, a Academia modificou a denominação de suas secções que passaram a ser: Medicina, Cirurgia, Medicina Pública, Ginecologia, Ciências Naturais e Farmácia. A partir de 1913, as seis secções passaram a ser as de Medicina Geral, Cirurgia Geral, Medicina Especializada, Cirurgia, Ciências Aplicadas à Medicina e Farmácia. A partir de 1979, as secções de Medicina Geral e Medicina Especializada, assim como Cirurgia e Cirurgia Geral, foram unificadas, sendo também unificadas as secções de Ciências Aplicadas à Medicina e Farmácia. A partir de 1993, a secção de Ciências Aplicadas à Medicina e Farmácia passou a ser denominada somente de Ciências Aplicadas à Medicina. Cada cadeira de membro titular possui um patrono, com a finalidade de honrar os grandes nomes da medicina nacional e a memória de seus antecessores.

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