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Publicado em: 09/05/2013

Andando sobre as quatro rodas do longboard

Elena Mandarim

 Gabriel Klein / Bossa Boards

           
        A tradição do longboard e a jovialidade do
         carioca são as marcas da Bossa Boards
Apesar da origem russa, o engenheiro e designer Nicolai Rutkevich encontrou no estilo de vida carioca e no movimento da bossa nova as concepções para criar sua empresa: Bossa Boards, especializada em fabricação de skate do tipo longboard, aquele que possui a tábua de madeira, ou shape, como se fala na linguagem dos skatistas, mais comprido. "A nossa marca tem a intenção de agrupar a jovialidade da imagem da cidade do Rio de Janeiro com a tradição do ritmo dos anos 1960. Queremos reavivar o longboard, que é uma prancha retrô, aliando design e tecnologia atuais", diz Nicolai. O empreendimento foi contemplado no edital de Apoio à Inovação nos Esportes, da FAPERJ, e promete muitas novidades para este ano, como a expansão da linha de produtos e o desenvolvimento de acessórios em poliuretano de alta excelência, especificamente rodas e amortecedores, que atualmente só são ofertados, no mercado nacional, alguns modelos de qualidade regular.

Os skates da Bossa Boards se dividem em duas famílias, os simétricos e os pintails. Nicolai explica que os simétricos têm origem no snowboard e o usuário fica posicionado mais no centro da prancha. É um modelo bem universal, que exige mais energia no movimento, mas em contrapartida oferece maior velocidade. Já os pintails são modelos clássicos, inspirados nos movimentos do surfe. O posicionamento do usuário na prancha fica mais para a ponta, dando boa agilidade e movimento fluido. "Apesar do estilo retrô, os nossos longboards são feitos com materiais cuidadosamente selecionados e com alta tecnologia, permitindo uma sensação de fluidez do movimento ao andar nas nossas pranchas", relata.

Segundo o empresário, os recursos serão utilizados para montar a fábrica, por meio da aquisição de peças para montar novas máquinas de produção. Com a automação de parte dos processos produtivos, o objetivo é aumentar o número de skates produzidos por mês e, assim, atender melhor a demanda e competir diretamente com os produtos industriais importados. "Atualmente, produzimos sob encomenda e de forma quase artesanal. Queremos disponibilizar nosso produto a um numero maior de consumidores, procurando manter o preço e sem que se comprometa o padrão de qualidade já estabelecido pela Bossa Boards."

Nicolai explica que a oferta de produtos nacionais de qualidade, comparável em performance aos importados, é pequena. "Atualmente, existe uma ampla variedade de modelos nacionais de longboards a preços populares, mas os materiais usados não têm a mesma qualidade e tecnologia dos produtos de fora. Procuramos preencher essa lacuna e, ao mesmo tempo, ajudar a democratizar o acesso a esse esporte", aposta o empreendedor.

Dando um rolé pela Bossa Boards

Gabriel Klein / Bossa Boards

      

   Para este ano, a empresa promete criar novos
modelos e desenvolver acessórios em poliuretano   
 

Criada em 2008, a Bossa Boards enfrentou alguns obstáculos. "Foi difícil encontrar, no Brasil, os fornecedores e materiais com a qualidade que gostaríamos de usar. Passada essa fase, o desafio foi o desenvolvimento de fórmulas de resina até chegar a um resultado combinado satisfatório, no qual a forma do skate respondesse a performances de alto desempenho que esperávamos", conta Nicolai. Ele enfatiza que a tecnologia usada segue as tendências de qualidade dos padrões internacionais. "Utilizamos tecnologia de produção moderna, como nos snowboards e esquis de competição. As pranchas são compostas de fibra de vidro, matriz de epóxi e miolo de bambu. Cada elemento tem função própria e foi cuidadosamente selecionado."

Nicolai ressalta que todos os modelos da Bossa Boards são amplamente testados antes de entrarem em linha. Novos materiais, como a fibra de carbono e outros acabamentos de bambu, também estão sempre sendo testados e usados nas pranchas quando são aprovados em qualidade e tecnologia. "Temos um canal de comunicação aberto via Facebook onde há muita interação por parte dos consumidores, que expõem suas expectativas em relação aos skates. Dessa forma, novos modelos são desenvolvidos a partir de reais necessidades de usuários." Ele destaca que os planos para o futuro são de consolidar a marca e segurar sua posição no mercado. "Para isso queremos crescer em infraestrutura e desenvolver novos produtos. Queremos dar ao brasileiro um produto nacional de alta qualidade e que atenda de verdade as suas necessidades como skatista", conclui Nicolai.

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