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Publicado em: 07/03/2013

Projeto regrava músicas sacras

Elena Mandarim

meninascantoras.com.br 

           
     Segundo levantamento feito pelo empreendedor, algumas
     canções foram compostas para serem cantadas por corais

A lei do direito autoral prevê que se tornem públicas as músicas gravadas após 70 anos do falecimento de seus autores. Sabendo disso, o empreendedor Ionildo Manoel Marins está à frente de um projeto para formar uma gravadora independente que visa à produção de CDs e DVDs com canções sacras, criadas há dezenas e até centenas de anos. A ideia foi contemplada no edital de Apoio à Inovação e Difusão Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro, da FAPERJ. Segundo Marins, mais do que resgatar este tipo de música antiga, já esquecida, a proposta é também uma opção para os novos cantores gravarem suas músicas, gerando assim um novo acervo do gênero para o futuro. "Pretendemos incentivar a produção e gravação de novas canções."

Com os recursos, o empreendedor adquiriu os equipamentos para montar dois estúdios para a nova gravadora, que recebeu o sugestivo nome de Raios da Bíblia. "Estamos buscando novos recursos para ampliar as instalações. O nosso objetivo é construir ainda salas de ensaio, mixagem, instrumentais e quartos para hospedar cantores vindos de outras partes do Brasil", conta. 

A empresa está instalada da Tec Campos incubadora, vinculada à Universidade Estadual do Norte do Fluminense (Uenf), que tem o objetivo de estimular a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas na região. "Essa parceria tem sido fundamental e tem nos dado as bases necessárias para cirarmos uma gravadora capaz de enfrentar o mercado em par de igualdade", destaca Marins. Ele aposta que a estrutura física montada e a mão de obra recrutada possibilitarão oferecer serviços de gravação, obedecendo aos padrões de qualidade exigidos pelas igrejas. Estima-se ainda que o novo empreendimento gerará aproximadamente oito empregos diretos

Consolidando e ampliando o mercado

Blog Roberto Barbosa
Marins: gravadora oferecerá serviços às diferentes       
igrejas cristãs, como católicas e evangélicas

O empreendedor conta com um acervo de cerca de 580 partituras originais, algumas delas bem antigas, recolhidas num trabalho de pesquisa durante 20 anos. Deste total, 90% não foram gravadas por diversos fatores, entre eles, pela falta de uma equipe capacitada e de gravadora interessada. "Achamos músicas que, na verdade, são testemunhos que falam do casamento, do nascimento de uma criança, canções para velório etc. Algumas delas foram compostas para ser cantadas em solos femininos, masculinos ou infantis, outras são para duetos ou coral. O passo atual é selecionarmos cantores junto às igrejas para começarmos a gravar." A estimativa é que a Raios da Bíblia lance o primeiro CD, com algo em torno de 15 músicas regravadas, já no meio de 2013.

Na cidade de Campos dos Goytacazes – que será primeira a conhecer o trabalho da gravadora –, a proposta será apresentada às numerosas igrejas do município, público potencial da gravadora. Mas Marins afirma que a pretensão da nova gravadora é conseguir fazer um trabalho de divulgação em todo o Brasil, atingindo cerca de oito mil instituições religiosas, sejam elas católicas, evangélicas ou de qualquer outra denominação cristã. Ele pretende que, independente da religião, os fiéis ou mesmo os interessados no gênero possam ter conhecimento desse grande acervo histórico musical. A gravadora também tornará possível realizar o sonho daqueles que desejarem gravar suas próprias músicas sacras. "Uma de nossas preocupações é que as canções possam ser usadas nos cultos das igrejas. Para isso, as músicas terão uma parte cantada que se segue a outra parte instrumental, com o objetivo de que o público aprenda a letra e cante junto."

Para o empreendedor, o mercado independente teve uma grande expansão no mundo todo a partir dos anos 1990, quando a crise fonográfica forçou as grandes empresas a reduzirem custos e cancelarem contratos com artistas. "Nesse contexto é que uma gravadora independente se insere. Queremos que o próprio mercado religioso consiga sustentar financeiramente essa produção", conclui.

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