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Publicado em: 26/07/2012

Palestra na UFMA discute os desafios de ensinar ciência no Brasil

Débora Motta

Débora Motta 

          
    Suely Druck (E), Antônio Carlos Pavão e Vivian Rumjaneck
        debateram os desafios do ensino da ciência no Brasil

Os desafios do ensino da ciência no contexto da realidade brasileira foram discutidos durante palestra realizada na tarde desta quarta-feira, 25 de julho, na 64 Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Luís. De acordo com a professora Vivian Rumjaneck, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM/UFRJ), que desenvolve atividades com o objetivo de despertar o interesse pela ciência e tecnologia em surdos, o grande desafio da educação científica é tornar a aprendizagem menos teórico e mais prático nas escolas. “Ciência a gente ensina fazendo”, disse Vivian. Como exemplo de que aprender ciência pode ser interessante para os jovens em idade escolar, a pesquisadora citou o trabalho do professor emérito Leopoldo de Meis, também do Instituto de Bioquímica da UFRJ. Na instituição, ele desenvolve projetos de divulgação científica para jovens de baixa renda, como o “Jovens Talentosos” e a “Rede Nacional de Educação e Ciência”, que se tornaram modelos de como o ensino da ciência pode gerar impactos sociais positivos. As atividades envolvem cursos de ciência de curta duração e estágios para jovens carentes.

 

Para Vivian Rumjaneck, abrir as portas da universidade para jovens de baixa renda, onde eles têm o primeiro contato com a ciência e podem dar início a uma carreira acadêmica, traz benefícios não só para os bolsistas carentes. “É uma via de mão dupla. Os estagiários de baixa renda do Leopoldo aprendem muito, mas os alunos de pós-graduação do Instituto de Bioquímica aprendem tanto ou mais do que eles com a experiência de vida das crianças pobres, durante o convício acadêmico. É uma experiência transformadora para todos”, ponderou Vivian, lembrando que quando se ajuda uma criança, o efeito social é multiplicador.

 

O professor Antonio Carlos Pavão, do curso de Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), destacou a necessidade que o País tem de promover investimentos em pesquisa ainda na educação básica. “Apesar do aumento da produção cientifica no País, que ocupa o 13 lugar no ranking mundial, não há uma contrapartida no Brasil de uma produção científica na educação básica”, ressaltou. Pavão disse ainda que não investir na educação científica nas escolas é um desperdício de formação de recursos humanos que poderiam, futuramente, contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no País. “As crianças têm a mesma curiosidade que move os cientistas. Com suas perguntas, elas também tentam compreender o mundo. É preciso aproveitar esse potencial”, disse.  

 

Já a professora do Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense (UFF) Suely Druck, que criou a Olimpíada Brasileira de Matemática, acredita que o avanço da ciência e tecnologia no Brasil, nos últimos dez anos, foi considerável, mas ainda insuficiente. “O progresso que o País tem na área de ensino em ciências é extremamente pequeno em relação a sua necessidade. Desatres como o botijão de gás escondido que explodiu em um restaurante no Centro do Rio são exemplos da ignorância científica ainda presente no nosso cotidiano. Casos de infecção hospitalar e de pessoas que acreditam ser desnecessário beber água filtrada também são resultado da falta de educação científica básica”, concluiu.

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