O seu browser não suporta Javascript!
Você está em: Página Inicial > Comunicação > Arquivo de Notícias > Pequenas confecções também entram na era da informática
Publicado em: 08/12/2011

Pequenas confecções também entram na era da informática

Vilma Homero

 

 Divulgação

   
   No quadro-negro, o molde está pronto para ser fotografado,
          escaneado e a imagem inserida no computador
Mesmo quando se trata de confecções de pequeno porte, o uso da informática tem mudado o modo de produzir. O uso de softwares para criar moldes base que ampliam ou reduzem os diferentes tamanhos, e encaixá-los e riscá-los em papel, permite uma economia de até 20 % de tecido, otimizando o corte e minimizando as perdas de pano, pode fazer toda a diferença para as empresas da área. Exemplo disso foi a Gravité, que de uma pequena fábrica no bairro Figueira, na periferia do município de Duque de Caxias, onde apenas produzia peças para griffes conhecidas, como Richard’s, Sacada, Salinas e Animale, passou a contar com loja própria, investe na marca que criou e já tem planos para mudar para um amplo galpão com showroom. Trajetória bem-sucedida que se tornou possível com o apoio do edital de Inovação e Difusão Tecnológica, da FAPERJ.

"Foram os recursos do edital que permitiram a aquisição dos softwares. Foram cinco: plotter para riscar os componentes; programa de modelagem e de adaptação dos moldes para os diferentes tamanhos; software de criação de estilo; programa de digitalizar os moldes e outro para encaixá-los para corte de tecidos. A partir daí, a Gravité conseguiu ampliar de forma significativa sua produção", fala Domenico Caputo, consultor da confecção. Ele explica que antes de se modernizar com o uso da tecnologia, a empresa, criada em 1997, era apenas uma facção que costurava peças para marcas conhecidas.

"A questão é que isso a deixava vulnerável, sujeita às oscilações do mercado, já que dependia inteiramente dessas encomendas. Como, em busca de preços mais baixos, essas griffes podem adquirir peças prontas no exterior, em países de mão de obra barata, como a China, isso era bastante problemático", conta Caputo. Ele conta ainda que, a fábrica também ficava sujeita à sazonalidade das temporadas de coleções. "Nos intervalos, ficava com pouco trabalho, precisando às vezes demitir empregados."

 Divulgação
   
Na tela do computador, já digitalizado, o molde
será adaptado ao tecido de forma a otimizar o corte   

Ao investir nos softwares, a Gravité pôde não apenas se modernizar como conseguir maior estabilidade no mercado. "Com a aquisição de tecnologia, a empresa conseguiu otimizar o processo de produção. Em vez de apenas costurar as peças encomendadas, com a ajuda desses programas de computador, pôde também criar, desenvolver, fabricar e comercializar seus próprios modelos. Com isso, passou a dominar todas as etapas da confecção de uma roupa, desde a criação até a comercialização da peça pronta."

Segundo Caputo, isso possibilitou à confecção criar e manter sua própria marca, de perfil popular. "Com isso, foi preciso investir e especializar mão de obra. O que significou não apenas contratar, mas também treinar funcionários tanto para utilizar os softwares, mas também para criar os modelos da marca. Dos 19 empregados que a Gravité tinha em 2009, hoje, são 27. E além das 18 máquinas, foram adquiridas mais quatro", conta Caputo. Mas esse esforço também significou manter o trabalho estável durante o ano todo. "Nas épocas em que as encomendas habitualmente caem, a Gravité continua vendendo suas próprias roupas. A confecção acaba atuando como amortecedor social e garante empregos fixos e estáveis numa das áreas mais carentes do município", explica o consultor.

 Divulgação

   

     No computador, programas diferentes adaptam os
         moldes aos vários tamanhos e criam estilos     
Tudo isso foi possível com a renda maior que a aquisição dos softwares possibilitou. "A partir daí, a Gravité pôde pegar mais encomendas e em maiores volumes. Esse lucro foi todo reinvestido na empresa, que também aplicou recursos próprios para crescer." Os números desse crescimento também são expressivos. "Das 22 mil peças que fabricava, a Gravité passou a produzir 31 mil. E isso apenas para atender as encomendas de terceiros. Outras seis mil são produzidas para sua griffe popular, vendidas num shopping de Caxias. A tendência, por sinal, é cada vez mais investir na própria marca, que passará a ser 60% de sua produção, enquanto os outros 40% continuam sendo para terceiros", explica Caputo.

Mas os planos da Gravité não param por aí. Pelo contrário, vão ainda mais longe. Para 2012, uma das metas é adquirir um espaço no centro de Caxias, onde além de fábrica, também haverá um showroom. "Já temos em vista um galpão de mil metros quadrados com tudo isso." Outro espaço, esse virtual, será o site de vendas na Internet, o valenttinafashion.com.br, que já está em desenvolvimento e deve entrar no ar daqui a uns 15 dias. "Como a confecção já produz com alto nível de qualidade, de acordo com a exigência das griffes que lhes encomendam peças, ela já tem também a possibilidade de pensar em exportação. Esse pode ser um foco futuro", planeja o consultor. Toda essa trajetória, é, sem dúvida, um exemplo para outras empresas do setor.

Compartilhar: Compartilhar no FaceBook Tweetar Email Compartilhar no WhatsApp
  FAPERJ - Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
Av. Erasmo Braga 118 - 6º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - Cep: 20.020-000 - Tel: (21) 2333-2000 - Fax: (21) 2332-6611

Página Inicial | Mapa do site | Central de Atendimento | Créditos | Dúvidas frequentes