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Publicado em: 31/03/2011

Aproximando o conhecimento científico da população

Elena Mandarim

 Divulgação/FMP
    

Idealizador do projeto, Passos aposta que o museu servirá tanto para     
complementar estudos de sala de aula quanto para popularizar a ciência       

Democratizar o acesso à informação tem sido um dos objetivos da FAPERJ. Desde 2007, a Fundação vem lançando anualmente o edital de Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia para fomentar projetos comprometidos com a disseminação do conhecimento por toda a sociedade. Contemplado na edição de 2009, o médico Marco Aurélio Rodrigues da Fonseca Passos usou os recursos para montar o Museu de Anatomia Humana e Patológica da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP). Professor titular da instituição e professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Passos acredita que, além de ser mais uma atração turística para a cidade imperial, o museu pode contribuir em campanhas sociais de preservação da saúde. "A visualização de órgãos comprometidos, como um pulmão com enfisema, pode ajudar a impactar, por exemplo, os fumantes durante uma campanha contra o tabagismo", aposta o médico.

O Museu de Anatomia Humana e Patológica é o primeiro museu de ciências da região serrana. Aberto à visitação desde agosto de 2010, já recebeu mais de quatro mil espectadores entre estudantes e turistas. "Um dos grupos-alvo são alunos do ensino fundamental e médio, uma vez que uma das finalidades da exposição é educar. Já recebemos visitas de escolas do Rio de Janeiro, como os colégios São José e Santo Inácio, e de 98 escolas da região serrana. Em abril, inclusive, está agendada a visita de uma turma de nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora", comenta Passos.

O pesquisador afirma que o museu também é voltado ao público leigo, que tem curiosidade em saber como é o corpo humano e seu funcionamento. "É bom tanto para estudantes compreenderem o que estão estudando em sala de aula quanto para a sociedade em geral", acredita Passos.

Sob supervisão dos professores, estudantes e técnicos dos departamentos de anatomia humana e anatomia patológica são responsáveis por preparar as peças selecionadas para a exposição. Dois artistas plásticos trabalharam na arrumação da mostra, que foi separada em seis seções: Sistema Reprodutor; Sistema Digestivo; Sistema Circulatório, Cardíaco e Nervoso; Sistema Locomotor; Diagnósticos; e Sentidos e Tecnologia.

Segundo o pesquisador, a disposição foi pensada para divulgar conhecimento em anatomia humana de forma compreensível, didática e real, com o mínimo de impacto mórbido. "Para complementar as explicações, usamos também fotografias, ilustrações e vídeos, entre outras estratégias", explica Passos. Ele adianta ainda que o próximo passo é utilizar a técnica da plastinação, pela qual um cadáver preparado fica bem parecido com seu aspecto in vivo.

Mais do que mostrar peças anatômicas, o pesquisador enfatiza a preocupação que tiveram em comparar a anatomia humana normal com a patológica. "A ideia é mostrar ao público como algumas doenças comprometem os órgãos do corpo. Por exemplo, como o diabetes afeta o pâncreas, como o enfisema deixa o pulmão ou ainda como a pressão alta prejudica o coração e as artérias. Esse conteúdo, inclusive, pode ajudar durante as campanhas de preservação da saúde", aposta o médico.

 Divulgação/FMP

     
     Novos projetos em vista: recursos serão usados para fixar a estrutura do
     museu em prédio próprio da FMP e para montar uma exposição itinerante
 
Atualmente, o Museu de Anatomia Humana e Patológica funciona no Centro Cultural da Faculdade de Medicina, mas essa estrutura ainda não é definitiva. "A nossa intenção é obter recursos para fixá-lo em um prédio próprio da nossa faculdade", diz. Ele adianta que há outro projeto para montar uma exposição itinerante, que percorra cidades do estado do Rio de Janeiro e, quem sabe, do Brasil.

Para Passos, o novo museu é mais uma atração turística para Petrópolis, já famosa por seu acervo cultural. "Manter o diálogo entre o conhecimento desenvolvido na instituição e a população é uma ótima ferramenta para massificar a ciência e a tecnologia." A atual exposição está aberta à visitação de segunda a sexta, das 9h às 20h, e sábado, das 9h às 13h. As escolas podem agendar visitas guiadas e orientadas por um professor ou monitor de anatomia. O museu fica no Centro Cultural FASE/ Faculdade de Medicina de Petrópolis (Casa Hercílio Esteves – Av. Barão do Rio Branco, 1.003 – Centro de Petrópolis). Telefone de contato: (24) 2244-6464.

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